Relatório de Diagnóstico Arquivístico

Autores/as

Leolibia Luana Linden
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
https://orcid.org/0000-0003-4377-4068
Otacílio Guedes Marques
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)
https://orcid.org/0009-0003-3721-9858
Rodrigo de Freitas Nogueira
Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Palabras clave:

Modelo Hipátia, Preservação digital, Diagnóstico arquivístico

Sinopsis

relatório apresenta o diagnóstico arquivístico realizado no âmbito do projeto “Estudo para preservação do acervo arquivístico digital do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC)”. O estudo teve como finalidade analisar as condições de gestão, produção, organização, acesso e preservação dos documentos digitais do TJAC, identificando fragilidades, potencialidades e demandas institucionais. A metodologia adotada combinou análise documental, entrevistas com servidores e observação técnica das práticas institucionais e dos sistemas utilizados, especialmente o SEI e o DJE. O documento contextualiza a estrutura organizacional do TJAC, descreve a política de gestão documental vigente e analisa os principais instrumentos normativos, com destaque para as Resoluções nº 247/2020 e nº 264/2021. Tais normativas estruturam o Programa de Gestão de Documentos Arquivísticos, instituem instâncias como COGMA e CPAD e incorporam a dimensão da memória institucional às práticas de preservação. A caracterização arquivística evidencia avanços na normatização, mas também sinaliza a necessidade de atualização contínua dos instrumentos de gestão, de fortalecimento da governança e de programas de capacitação. Na análise do SEI, o relatório identifica inconsistências na classificação e padronização dos tipos de processo, demonstrando que mais de 80% das unidades documentais estão agrupadas em categorias genéricas, o que dificulta o controle arquivístico e a definição de temporalidades. Como encaminhamentos, recomenda-se a aprovação e implementação do Plano de Classificação e da Tabela de Temporalidade, o mapeamento de processos, o controle da produção documental e a definição de diretrizes institucionais para garantir condições adequadas de preservação digital, incluindo integração com um RDC-Arq.

Biografía del autor/a

Leolibia Luana Linden, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Professora do Curso de Arquivologia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Pesquisadora no Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) vinculada ao Modelo de preservação digital para implementação de Repositórios Arquivísticos Digitais Confiáveis - Hipátia. Arquivista formada pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Mestre e Doutora em Ciência da Informação pelo Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação (PGCIN) na UFSC. Desenvolve pesquisas relacionadas a Descrição Arquivística, Plataformas e Ambientes Digitais de Preservação e Acesso à Informação, Políticas e Programas de Gestão de Documentos, Governança Arquivística.

Otacílio Guedes Marques, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Mestre em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília (2007), também é Bacharel em Arquivologia pela Universidade de Brasília (2000) e Bacharel em Biblioteconomia pela Universidade de Brasília (2004). Cursou o Doutorado em Ciência da Informação pela Universidade de Brasília. Foi Professor Substituto do curso de Arquivologia da Universidade de Brasília (UnB), na Área de Gestão de Documentos, Ministrando as disciplinas, Arquivo Corrente I, Arquivo Corrente II, Introdução à Arquivologia, Reprografia, Indexação e Linguagens Documentárias. É Analista Judiciário - Arquivista no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) desde 2000, tendo sido aprovado em 1 Lugar. É Analista Judiciário - Arquivista - no Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal ITREDF) entre 2019 a 2020 e 2024 (atual). Foi Secretário de Gestão da Informação e do Conhecimento (SGIC) do TJDFT. Foi Coordenador da Coordenadoria de Apoio Extraordinário (CAE), Secretário Substituto de Gestão Documental (SEGD) e Supervisor do Serviço de Apoio à Memória Institucional (SERAMI) do TJDFT. Tem experiência na área de Ciência da Informação, com ênfase em Arquivologia e Biblioteconomia, atuando principalmente nos seguintes temas: memória, arquivos, poder judiciário, arquivologia, bibliotecas, centros de memória e metodologia de pesquisa, RDC-Arq e implantação do sistema AtoM e SEI.

Rodrigo de Freitas Nogueira, Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict)

Mestre em Ciência da Informação (2017) e Graduado em Arquivologia (2013) pela Universidade de Brasília. É chefe da Divisão de Produção e Redes do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT) (2025) e Pesquisador do Projeto Hipátia de Preservação Digital (2025). Atuou como Diretor do Arquivo Central (2017-2024) e Encarregado de Proteção de Dados Pessoais (2021-2024) da Universidade de Brasília. Foi Pesquisador do projeto "Transferência de tecnologias para transparência pública do SEI-MEC" (2023-2024). Tem experiência na área de Administração, com atuação em Gestão de sistemas, gestão patrimonial e de pessoas. Na área de Ciência da Informação, atua com ênfase em gestão de documentos e preservação de documentos digitais. Tem experiência em Gestão de Projetos, com atuação na coordenação da implantação do Processo Eletrônico na UnB (Sistema Eletrônico de Informações SEI), atuou como palestrante e instrutor na implantação do SEI em diversas universidades. Possui publicações com ênfase em política arquivística, gestão de documentos, software livre, documentos fotográficos, ontologias e manuais técnicos.

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Publicado

December 9, 2025

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